A inteligência artificial deixou de ser uma tendência para se tornar parte da rotina das empresas. Ferramentas como ChatGPT, Microsoft Copilot, Gemini e centenas de outras aplicações já são utilizadas diariamente para criar documentos, revisar contratos, analisar planilhas, desenvolver códigos e acelerar inúmeras atividades.
Esse movimento trouxe um novo desafio para as equipes de Tecnologia e Segurança: como evitar que informações estratégicas sejam compartilhadas com ferramentas de IA sem comprometer a produtividade dos colaboradores.
A resposta mais comum ainda é bloquear o acesso a essas plataformas. Na prática, porém, essa estratégia costuma produzir o efeito contrário.
O problema não é a IA, mas a falta de visibilidade
Quando uma ferramenta ajuda um profissional a economizar horas de trabalho, dificilmente ela deixa de ser utilizada apenas porque foi bloqueada na rede corporativa.
O que normalmente acontece é a migração para aplicações menos conhecidas, dispositivos pessoais ou novas plataformas que passam despercebidas pela área de TI. Esse comportamento, conhecido como Shadow AI, faz com que a empresa perca completamente a visibilidade sobre quais ferramentas estão sendo utilizadas e, principalmente, quais informações estão sendo compartilhadas.
O risco deixa de ser apenas tecnológico. Um colaborador pode inserir em um prompt contratos, propostas comerciais, dados financeiros, informações de clientes ou documentos confidenciais acreditando que está apenas acelerando uma tarefa do dia a dia.
Sem políticas de governança, esses dados podem sair do ambiente corporativo sem qualquer controle.
Segurança e produtividade não precisam competir
Assim como aconteceu com a computação em nuvem e com o trabalho remoto, tentar impedir o uso de uma tecnologia amplamente adotada costuma ser menos eficiente do que aprender a utilizá-la de forma segura.
Em vez de bloquear indiscriminadamente todas as aplicações de IA, empresas mais maduras estão investindo em visibilidade e governança.
O primeiro passo é descobrir quais ferramentas estão sendo utilizadas pelos colaboradores. Depois, entender quais áreas fazem maior uso dessas soluções e quais delas representam riscos para o negócio.
Com essas informações, torna-se possível criar políticas inteligentes, permitindo o uso de aplicações aprovadas e restringindo apenas situações que envolvam informações sensíveis, dados pessoais ou propriedade intelectual.
Essa abordagem reduz o risco sem impedir que as equipes aproveitem os ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial.
O controle precisa acompanhar a velocidade da IA
Novas ferramentas de IA surgem praticamente todos os dias. Muitas delas são incorporadas a navegadores, plataformas SaaS e aplicações corporativas sem que os usuários sequer percebam.
Por isso, manter listas de bloqueio já não é suficiente.
As organizações precisam acompanhar continuamente o uso dessas aplicações, identificar novos serviços, entender o comportamento dos usuários e aplicar políticas de acordo com o contexto de cada operação.
Mais do que controlar o acesso, o objetivo passa a ser proteger os dados.
É justamente essa a proposta do Penso FG AI Control. A solução permite descobrir quais ferramentas de IA estão sendo utilizadas na empresa, identificar aplicações não autorizadas, analisar o comportamento dos usuários e estabelecer políticas para reduzir o risco de vazamento de informações sem comprometer a produtividade.
A inteligência artificial continuará evoluindo e fazendo parte da rotina corporativa. A diferença estará nas empresas que conseguirem adotar essa tecnologia com segurança, governança e visibilidade, transformando um novo risco em uma vantagem competitiva.