Na matéria “Entre o hype da IA e a máfia do phishing: as lições dos 10 anos do Cybersecurity Summit”, a cobertura do evento realizado em São Paulo discute como a rápida adoção da inteligência artificial exige governança rigorosa, ao mesmo tempo em que as empresas brasileiras continuam enfrentando ameaças operacionais básicas, como phishing e ransomware. O texto destaca que o Brasil — país mais visado por cibercriminosos na América Latina e entre os cinco mais atacados do mundo — lida com ataques de motivação financeira direta, exploração de brechas em sistemas legados e os riscos da IA agêntica, que amplia e escala falhas humanas ao invés de atuar como uma solução mágica.
Para combater essas vulnerabilidades, especialistas e C-levels enfatizam que as organizações precisam ir além do entusiasmo com novas tecnologias e estruturar estratégias práticas de governança e controle de ativos, priorizando a cibersegurança como métrica central de sobrevivência dos negócios. Especialistas reforçam a importância de manter a visibilidade do parque de dispositivos, classificar modelos de IA por matriz de risco (“defensable by design”) e adotar uma evolução gradual da maturidade de segurança, em vez de projetos excessivamente complexos e inacessíveis para as médias empresas. O debate também destaca que segurança e inovação precisam caminhar juntas, assegurando que o fator humano permaneça no centro das decisões para validar processos críticos. A matéria conclui que, diante da corrida tecnológica, as organizações precisam estar preparadas não apenas para experimentar ferramentas de IA, mas para sustentar bases sólidas de governança, cultura e proteção contínua.
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